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ONÇA PINTADA NAS MONÇÕES, ONTEM E HOJE.


Fotos: repost Ariel Albrecht abril 2020 facebook.com/arielalbrecht316


ONÇA PINTADA NAS MONÇÕES, ONTEM E HOJE.


Nas viagens pela rota das monções, entre Cuiabá e Porto Feliz, passando por Camapuã, muitas eram as dificuldades e os perigos enfrentados pelos viajantes. Além dos obstáculos naturais, como saltos, corredeiras, cachoeiras, pedras , árvores e galhos obstruindo a passagem das canoas, haviam também os grandes predadores como os enormes sucuris e a terrível onça pintada.


Era frequente o avistamento de onças ao longo do trajeto, principalmente pelas equipes designadas a caça e a pesca, que me sua canoas de montaria, seguiam a frente do comboio, pois o barulho proveniente do grosso da monção espantava os grandes animais.


Ao navegarem pelo rio Taquari que é um rio característico de planície, em suas margens eram acumulados grande quantidade de sedimentos, formando extensas praias e um grande numero de ilhas aluvias. Nessas praias era frequente avistarem o grande felino fazendo suas caminhadas.


“É este rio muito caudaloso e espaçoso, alegre e abundante de caça e pescaria, não faltam nele onças e desta avistamos três [nas] praias e rasto de outras muitas” (Gervázio Leite Rebello – 1727).


Por vezes, as onças eram surpreendidas quando atravessavam o canal, possibilitando aos navegantes, observa-las mais de perto. Nessas ocasiões, buscando intercepta-las, ou "corta-lhe o passo", como se dizia a época, a tripulação remava com todo vigor, mas o felino como bom nadador, presto refugia-se por entre a vegetação ribeirinha.


“ a 30 se matou uma onça nova....Neste rio há bastantes pelo que dizem; porque eu, fora esta, só vi outra, que vinha atravessando, e por mais diligência de remo, que se fez para corta-lhe o passo, se não pode conseguir. Porque antes disso se lançou ` a terra, e se foi.” (Conde de Azambuja 1751).


Nos dias atuais, navegando-se pelo rio Coxim ou pelo rio Taquari, ainda são surpreendidas algumas onças, pardas ou pintadas, atravessando o curso dos rios. Graças aos recursos video-fotográficos, pescadores profissionais e amadores tem registrado os grandes felinos transpondo o curso d'agua. Diferentemente das monções passadas, em que o braço dos remadores proporcionavam maior velocidade a embarcação, hoje os motores de popa, facilitam a aproximação.


Se antes, os viajantes das monções eram ávidos por sacrificar o grande felino e levar seu couro para ser comercializado por bom preço, hoje os guias fluviais tem plena conciência de que o animal vivo é fonte de recurso garantida, pois possibilita a vinda de mais turistas interessados em fotografar e filmar a pitoresca cena.


“Projeto Resgate, Promoção e Valorização do Patrimônio Cultural da Rota das Monções. Fundo Estadual de Defesa e de Reparação de Interesses Difusos Lesados – FUNLES MS / OSC Espaço Manancial/ Salt Media”.


Rota das Monções: "Se o Brasil nasceu na Bahia, o Brasil cresceu por aqui.”


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