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OBSTÁCULOS NATURAIS NOS RIOS DAS MONÇÕES.


Nos passeios turísticos pelos rios Coxim e Taquari, pela Rota das Monções, o visitante tem a oportunidade de vivenciar detalhes da historia registrada a quase 300 anos e conhecer os locais por onde passaram as monções rumo as minas auríferas de Cuiabá.


Os fatos históricos tornam-se mais atraentes e vívidos, na mente humana, a medida em

que o expectador visita e conhece o local onde o fato ocorreu. A narrativa pretérita é transportada para o presente, provocando sentimentos e emoções diante das novas impressões originadas pela contemplação do local onde o fato histórico aconteceu.



Na incursão do Projeto Resgate do Patrimônio Cultural da Rota das Monções, a monção composta por 8 barcos de alumínio movidos a motores de popa, descendo o rio Taquari, ao entrarem pela foz do ribeirão do Salto em direção a baia do Barranco Vermelho, depararam-se com uma enorme árvore que em tempos passados, por força dos ventos, havia tombado sobre o curso de água, dificultando o acesso de embarcações. Restou passagem apenas em um canto da corrente por onde, uma a uma, com grande cuidado, passavam as embarcações, conforme se vê nas fotos.


Árvores tombadas sobre as correntes sempre foram comuns nos rios das monções, principalmente quando se descia o ribeirão Camapuã, o rio Coxim e a parte média do rio Taquari. Nos relatos monçoeiros, a relação da viagem do Conde de Azambuja pormenoriza estes fatos, quando sua monção em 1751 deixou a Fazenda Camapuã, descendo pelo ribeirão e chegando ao rio Taquari, onde situa-se hoje o município de Coxim em Mato Grosso do Sul.


“Além deste perigo, correm outros os navegantes, e vem a ser que muitos daqueles paus estão, como já disse, atravessados em altura que as canoas podem passar por baixo; quando isto é escassamente, lhe chamam aos ditos paus – razouras -, porque quase rasam as canoas na passagem: nestes é necessário grande cuidado, porque não suceda apanharem algum entre si, e a borda da canoa; por causa dela iam sucedendo algumas desgraças por se não abaixarem a tempo, sendo preciso a alguns lançarem-se ao rio, para escaparem de morrerem arrebentados.”(Relação da viagem que fez o Conde de Azambuja, vice-rei do Brasil, D. Antônio Rolim, da cidade de S. Paulo para a Vila de Cuiabá em 1751).


A enorme árvore tombada sobre o córrego do Salto/baia do Barranco Vermelho, é utilizada nos tempos atuais como mostra das “razouras” enfrentadas pelas monções, quando seguiam em direção as minas “descobertas” no território dos Coxiponés.



Rota das Monções: Você também pode viver essa emoção.


“Projeto Resgate, Promoção e Valorização do Patrimônio Cultural da Rota das Monções. Fundo Estadual de Defesa e de Reparação de Interesses Difusos Lesados – FUNLES / OSC Espaço Manancial/ Salt Media”.


Rota das Monções: "Se o Brasil nasceu na Bahia, o Brasil cresceu por aqui.”


Saiba mais sobre as Monções:

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