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AS FALÉSIAS DO RIO CÊNICO ROTAS MONÇOEIRAS.O RIO COXIM ONTEM E HOJE.



Os que saindo de Porto Feliz (antiga Araraitaguaba) navegando pela rota das monções, em direção as minas auríferas de Cuiabá (antigos domínios dos Coxiponés), passando por Camapuã (antiga província espanhola de Nova Viscaya), ao navegarem pelas turbulentas águas do rio Coxim (antigo Cuecheym), deparavam-se com um exuberante cenário paisagístico de beleza extraordinária .


O rio Coxim é muitas vezes ladeado de gigantescos paredões de arenito, alguns com mais de cem metros de altura, servindo de abrigo e ninhos de diversas e barulhentas aves. Suas águas agitadas passam por entre canyons, cachoeiras, pedreiras e corredeiras.


Para proteger o conjunto paisagístico, ecológico e histórico-cultural, foi criada a Área de Proteção Ambiental (APA) denominada Rio Cênico Rotas Monçeoiras – Rio Coxim. O Rio Cênico percorre cerca de 250 km entre os municípios de Camapuã, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Coxim.


A força das águas, ao longo do tempo geológico cortaram morros e elevações nos arenitos de formação Aquidauana e Botucatu, criando enormes falésias ou paredões abruptos, por onde o rio corre em estreitos canais por onde passam as flotilhas monçoeiras.

Essa região aquele tempo era território de atuação dos nativos Caiapó, que através das táticas de guerrilha, assolavam as expedições que estavam a invadir seu território.


Alguns estrategistas militares lusos, designados a consolidarem a forçosa ocupação portuguesa na região, ao passarem por estes estreitos canais, rodeados por enormes paredões, manifestavam a preocupação quanto ao ataque de seus inimigos em tão desfavorável terreno.


“Em parte corre o rio com uma violência extraordinária, encanado por entre paredões altíssimos cortados a prumo [...] Se os gentios, que são nossos inimigos, soubessem discursar, poucos que se pusessem em cima daqueles paredões, lançando pedras para baixo, era o que bastava para não poder passar canoa que se não afundasse; porém a sua brutalidade nos preserva deste risco; ao que os ajudaria muito a pouca largura que naqueles lugares leva o rio, que não passará de 4 ou 5 braças; nas mais partes me parece teria sempre de 15 para cima.” (Relação da viagem, que fez o Conde de Azambuja –,D. Antônio Rolim, da cidade de S. Paulo para a vila de Cuiabá em 1751).


Nos dias atuais, as expedições monçoeiras levam turistas e visitantes nacionais e internacionais, através do modelo de turismo de base comunitário contemplativo, explorando os aspectos históricos, culturais, ecológicos e a vivenciarem o modo de vida das comunidades autóctones.


“Projeto Resgate, Promoção e Valorização do Patrimônio Cultural da Rota das Monções. Fundo Estadual de Defesa e de Reparação de Interesses Difusos Lesados – FUNLES MS / OSC Espaço Manancial/ Salt Media”.


Rota das Monções: "Se o Brasil nasceu na Bahia, o Brasil cresceu por aqui.”


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