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AS BELEZAS DO RIO TAQUARI – ONTEM E HOJE

Atualizado: 25 de out. de 2022



Desde 300 anos atrás quando os pretendentes as minas do Cuiabá, saindo de Araraitaguaba (hoje Porto Feliz SP), passando pela fazenda Camapuã, descendo o rio Quexeim (atual Coxim) e chegando por fim a baixada Cuiabana, ao passarem pelo rio Taquari-assu, o portal de entrada da grande planície pantaneira, provocava, nos já cansados viajantes, sensação de euforia e bom ânimo, pois já não haviam mais corredeiras e perigosas cachoeiras.


O cenário do caudaloso rio e seus morros e outeiros, enchia os olhos, não só pela exuberante fauna presente nas praias e nas águas, mas também pela vegetação deslumbrante que recobria as margens, os morros e escarpas, e se estendia ao longo de toda a planície, até estas águas penetrassem nas áreas permanentemente inundadas do leque do Taquari.


O morro dos Cavaleiros Guaicuru, hoje conhecido como Morro-Preto, destaca-se no horizonte, em extraordinária beleza. Trata-se de uma cuesta, que como uma muralha protetora, cerca o pantanal em toda sua extensão, definindo o limite entre o planalto de Vacaria e a grande planície que “los hermanos espanhóis”, dantes conquistadores dessas plagas, chamaram no passado de Campos de Xerez.


O rio Taquari, neste ponto, marcava o limite norte da Capitania de Itatim, onde foram implantadas varias reduções jesuíticas ligadas a coroa espanhola, destruídas posteriormente pelos bandeirantes lusos-paulistas e seus mamelucos.



“Desde a confluência do Coxim até a sua barra no Paraguay, tem 70 legoas; cuja velocidade é forte... até duas legoas abaixo da Cachoeira da Barra, depois segue por campanhas razas... Em toda esta extensão dá váo somente no tempo da secca, duas léguas abaixo da Cachoeira da Barra, a que chamam a passagem dos cavalleiros, por alí onde os Uaicurus atravessão o rio” (Luiz D’Alincourt – 1828).




“e tão logo se chegue a barra do Taquari-assu que vem da mão direita passará logo pela dita barra a torna o mesmo rio na cabeceira de uma cachoeira que termina na mesma barra (...) e logo navegará até um morro de campo escalvado que fica a mão direita e pousarão (...) É esta Cachoeira a ultima desta viagem e por isto se chama o útimo pouso do Quexim. (Noticia 7ª prática – Roteiro verdadeiro das minas do Cuiabá)



“Rio Taquari – Navegai por este rio abaixo que é bastante largo e tem não poucas ilhas; mas nem por isso o considereis sem perigo porque corre com muita violência e tem pelo meio alguns paus caídos, em que topam livremente a canoa, é facílimo de virares. Deste rio por diante há mais fartura e menos fome; porque há já muito mel e caça, muito palmito e bastante peixe.”(Noticia 8ª Prática – Exposta na cópia de uma carta escrita do Cuiabá aos novos pretendentes daquelas minas.)



“Antes de deixarmos o Coxim, talvez para sempre, algumas palavras; e sejão ellas o nosso adeos, adeos sem saudades, apezar do seu magestoso Taquary, de sua verde mataria, de suas lindas garças, de seu facies melancolico, de seu céo puro e noites scintillantes que terião feito surgir em nós poeticos sonhos, (...) A posição do Coxim é pitoresca,—salutar relativamente á zona em que se ergue esse torrão—a vegetação bonita. Os terrenos patenteão superabundancia de arêa, alguma argila; são ondulados sensivelmente, elevando-se até em outeiros que vão se unir á grande cadêa de Maracajú”(Alfredo d'Escragnolle Taunay – Scenas de Viagens – 1865).



Saindo de Coxim, descendo o rio Taquari, a equipe do Projeto Resgate Cultural da Rota das Monções, visita o atrativo turístico Baia do Barraco Vermelho, onde turistas visitantes que navegam pelos rios das monções, vem conhecer a vida dos ribeirinhos, a ictiofauna ornamental pantaneira, as belezas do bioma pantanal e a história da colonização do centro-oeste brasileiro.


Rota das Monções: Você também pode conhecer.


“Projeto Resgate, Promoção e Valorização do Patrimônio Cultural da Rota das Monções. Fundo Estadual de Defesa e de Reparação de Interesses Difusos Lesados – FUNLES / OSC Espaço Manancial/ Salt Media”.


Rota das Monções: "Se o Brasil nasceu na Bahia, o Brasil cresceu por aqui.”


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